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Glossário

Chargeback

Chargeback é a contestação de uma compra com cartão feita pelo titular junto ao banco emissor, que pode desfazer a venda e tirar o valor do lojista. Ele acontece por fraude, por desacordo comercial ou por erro de processamento.

Atualizado em · Equipe NewPag

No chargeback, quem inicia não é você, é o dono do cartão. Ele diz ao banco que não reconhece a compra ou que não recebeu o que pagou. O banco abre a disputa, e o valor pode ser retirado do lojista durante a análise ou no fim dela, se o lojista perder.

Motivos mais comuns

  • Fraude: o cartão foi usado por outra pessoa.
  • Desacordo comercial: produto não entregue, diferente do anunciado ou com defeito.
  • Autofraude: o próprio titular compra e depois diz que não comprou.
  • Erro de processamento: cobrança duplicada ou com valor errado.

Como se defender

  1. Guarde provas de cada venda: dados do pedido, comprovante de entrega, registros de acesso a produto digital.
  2. Deixe a política de reembolso clara antes da compra.
  3. Use um nome de cobrança que o cliente reconheça no extrato.
  4. Responda rápido a pedidos de reembolso. Um estorno feito por você evita a disputa.

Ferramentas de antifraude ajudam a barrar a compra suspeita antes que ela vire chargeback.

Chargeback e Pix

O Pix não usa as regras de chargeback do cartão. Nele, o pedido de devolução por fraude segue o MED, o Mecanismo Especial de Devolução. Há uma diferença importante: segundo o Banco Central, o MED não se aplica a desacordo comercial, como um produto que não correspondeu à expectativa. No cartão, esse tipo de desacordo pode virar chargeback.

Exemplo prático

Uma loja vende um fone de ouvido no cartão. Dois meses depois, recebe um chargeback com o motivo produto não recebido. Ela envia o código de rastreio e a confirmação de entrega no endereço do cliente e vence a disputa. Para entender as disputas em geral, leia contestação. Para ver como proteger a sua conta, veja a página de segurança.

Termos relacionados

Conteúdo informativo, atualizado em 25/10/2026. Não substitui orientação jurídica.

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